none;">PENSA BEM --Não te deixes levar Cuidado com eles • Em 2002 o preço do barril custava ± 77 Euros ($­70).

Se o que pagamos não pára de aumentar, algo nos escapa... O que será? ANGOTERRA > online

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Mais Um Blog do Pecus Malthus para dar gozo aos Pseudo intelectuais de esquerda, de direita, do centro, de baixo e de cima, à frente,à retaguarda, nos pontos intermédios e nos ubíquos... nada do que aqui edito sendo sério é para levar a sério... ("Rident Castigat Mores... e nada mais!)

sexta-feira, maio 22, 2026

A História é TUDO, não tem partes por isso não tem lado certo

Retornados e Espoliados de Angola 1975

Memória | Descolonização

Entre 1974 e 1976, cerca de meio milhão de portugueses chegou a uma metrópole em revolução vindo de Angola. Vinham com uma mala de cartão, um filho ao colo e um nome que nunca pediram: “retornados”. Muitos, ainda hoje, preferem chamar-se espoliados — porque não voltaram, foram expulsos, e perderam tudo.

Não foi um regresso. Para a maioria dos que nasceram em Nova Lisboa, Sá da Bandeira ou Carmona, Portugal era um país estrangeiro. Aterrariam em Lisboa entre julho e novembro de 1975, no meio da maior ponte aérea civil da história, para encontrar um país sem casas, sem emprego e, muitas vezes, sem vontade de os receber.

Os números

Os números ainda são discutidos, mas as ordens de grandeza são consensuais. Do total de cerca de 500 a 600 mil pessoas que chegaram das ex-colónias entre 1974 e 1976, mais de 300 mil vieram apenas de Angola, a grande maioria em quatro meses de 1975.

A “ponte aérea” organizada pela TAP, com apoio da Força Aérea Portuguesa e de aviões fretados, realizou mais de 900 voos entre Luanda (aeroporto Craveiro Lopes) e Lisboa, entre julho e novembro de 1975. Só em setembro, desembarcaram em Lisboa mais de 4.000 pessoas por dia. Vinham com o bilhete oferecido pelo Estado, autorizado um máximo de 20 quilos de bagagem e 5.000 escudos no bolso — o resto ficava.

Eram brancos, mestiços e negros com cartão de cidadão português; eram madeirenses do café, transmontanos do comércio, angolanos de segunda geração, funcionários públicos, tropa e colonos pobres do mato. Todos couberam na mesma palavra redutora.

O Estado que acolheu

Portugal em 1975 não tinha Estado para acolher ninguém. Vivia o PREC, com saneamentos, ocupações, escassez e um governo provisório. Foi criado à pressa, em março de 1975, o IARN — Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais.

O IARN requisitou pensões, hotéis de Lisboa, Estoril e Porto, antigas casernas, seminários e até a Estância de Férias do INATEL. Famílias inteiras viveram meses em quartos de hotel com refeições de sopa e carapau. A integração foi feita sem indemnizações: o Estado português nunca reconheceu o direito à compensação pelos bens deixados em Angola, nacionalizados após a independência.

Foi nesse vazio que nasceu o estigma. Para parte da esquerda revolucionária, eram “colonialistas” e “pides”. Para a população, eram concorrentes na habitação e no emprego. A palavra “retornado” tornou-se um insulto durante anos.

Os jovens que ficaram

Nem todos embarcaram. Milhares de jovens, sobretudo filhos de colonos nascidos em Angola, recusaram sair. Não se sentiam portugueses de Portugal, sentiam-se angolanos. Quando a guerra civil rebentou entre MPLA, FNLA e UNITA, muitos pegaram em armas.

Alguns integraram-se nas milícias da FNLA no norte, outros seguiram Jonas Savimbi para o planalto central da UNITA, e outros ainda ficaram nas fazendas para defender o que era seu. Foram depois capturados, desapareceram ou acabariam por sair anos mais tarde pela Zâmbia ou Namíbia, já sem nada.

“Eu tinha 19 anos, nasci no Huambo e nunca tinha posto os pés em Portugal. Quando os meus pais entraram à força no avião da TAP em setembro, eu fiquei. Não era pelo MPLA nem por Portugal, era pela minha terra. Fui para a UNITA com outros miúdos como eu. Em Lisboa, anos depois, chamaram-me mercenário. Em Angola, sempre fui o ‘colono’. Fiquei sem os dois lados.”

— Testemunho de um jovem que permaneceu em Angola em 1975, recolhido pelo autor

Os barrados na ponte aérea

A ponte aérea não foi para todos. O critério oficial era a nacionalidade portuguesa, mas na prática funcionou uma triagem racial e social no aeroporto de Luanda. Embarcavam primeiro os “portugueses de origem europeia”.

Mulheres negras casadas com portugueses, filhos mestiços, assimilados com bilhete antigo e trabalhadores angolanos que tinham vivido toda a vida para famílias portuguesas foram barrados vezes sem conta. Muitas famílias foram separadas na fila. Foi preciso suborno, cunhas e gritaria para passar.

“No Craveiro Lopes estavam militares portugueses a mandar nas filas. Disseram-me alto: ‘O senhor é português, pode embarcar. A sua mulher e os meninos não’. A minha mulher era negra, de Malanje, casados há quinze anos. Os meus filhos, mestiços, com bilhete de Luanda. Tive de ficar três dias no aeroporto a implorar. Só embarcámos porque um vizinho da TAP nos meteu como ‘bagagem de porão’. Foi assim que viemos, como se fôssemos carga.”

— Testemunho de um retornado chegado à Portela em outubro de 1975

Estima-se que dezenas de milhares de angolanos com direito à nacionalidade tenham ficado para trás por discriminação na ponte aérea, muitos dos quais seriam perseguidos depois da independência.

Os estrangeiros de todos os lados

Em Angola, eram os “brancos de segunda”, os colonos. Em Portugal, passaram a ser os “angolanos”, os que falavam alto, os que abriram cafés e se deram bem depressa demais. Essa dupla estrangeiria marcou uma geração inteira.

Chamar-lhes “retornados” foi um erro histórico. A maior parte nunca tinha “tornado” a lugar algum. Eram espoliados: perderam casas, fazendas, fábricas, poupanças e cemitérios de família sem nunca receberem um escudo de indemnização do Estado português ou angolano.

Integraram-se, apesar de tudo, com uma velocidade notável. Em dez anos, deixaram o IARN, compraram casa, criaram empresas e mudaram a economia das periferias de Lisboa e do Norte. Mas levaram consigo uma memória que raramente foi ouvida: a de um despojo feito em nome da descolonização exemplar, mas que na prática foi caótica, improvisada e profundamente injusta para quem ficou no meio.


Cronologia 1974–1976

25 de Abril de 1974Revolução dos Cravos. O Programa do MFA prevê o direito à autodeterminação das colónias.
Julho 1974 – Janeiro 1975Éxodo silencioso. Primeiras saídas de Angola por medo, após o Acordo do Alvor. Cerca de 30 mil chegam a Lisboa até dezembro.
31 de Janeiro de 1975Acordo do Alvor. Independência de Angola marcada para 11 de novembro de 1975 com governo de transição MPLA/FNLA/UNITA.
Março – Julho 1975Guerra civil em Luanda. FNLA ataca, MPLA resiste com apoio cubano. Pânico generalizado entre a população branca e mestiça.
17 de Julho – 3 de Novembro 1975Ponte Aérea Luanda-Lisboa. Mais de 905 voos da TAP e FAP transportam cerca de 140.000 pessoas em 4 meses.
11 de Novembro de 1975Independência de Angola. O MPLA proclama a República Popular de Angola em Luanda. Últimos voos de emergência.
1976Encerramento gradual do IARN. Famílias ainda em hotéis são realojadas em bairros sociais como o da Quinta das Laranjeiras e Santo António dos Cavaleiros. Começa a longa batalha jurídica dos espoliados.

Este artigo foi escrito a partir de testemunhos orais, arquivos do IARN e documentação da Cruz Vermelha Portuguesa. Se a sua família viveu a ponte aérea de 1975, deixe o seu testemunho nos comentários. A memória dos retornados e espoliados é parte essencial da história recente de Portugal.

sexta-feira, março 27, 2026

velocidade

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domingo, junho 30, 2024

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quinta-feira, maio 02, 2024

MARCELO OFENDE PORTUGUESES e Suas Familias Ancestrais

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domingo, abril 21, 2024

Homem rico homem pobre

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quinta-feira, março 14, 2024

XII CONGRESSODO PARTIDO SOCIALISTA

Parque das Nações Pavilhão Atlântico – ano 2001

Intervenção do militante Renato Gomes Pereira

Delegado ao Congresso pela Póvoa de Varzim

 

CAMARADAS

Ainda bem que o BILL GATES criou a Microsoft.

Agradeço-lhe por isso.

 E também à IBM.

Os computadores e a navegação na internet, servem momentaneamente os princípios capitalistas da globalização mas encerram em si, com a efectiva Globalização e a sua proletarização, um ” cavalo de troia”, que a médio e a longo prazo levará à queda desse mesmo capitalismo.

                O Futuro é o Mundo Global Associativo e Participativo

                A DEMOCRACIA VERDADEIRAMENTE PARTICIPATIVA

                Desenganem-se aqueles que pensam que o empresarialismo  –O domínio empresarial- é o futuro.

                O FUTURO É O HOMEM INTERACTIVO.

O TRABALHO INDEPENDENTE (comercio, indústria, serviços e agricultura) e todas as suas implicações sociais, económicas e politicas, deve ser especialmente pensado e cuidado pelo Partido Socialista.

PORTUGAL PELA POSITIVA, não será nunca e apenas um Portugal Assalariado,ou ao serviço de um qualquer capitalismo oumultinacionalismo, seja ele resultante da “Fortaleza europeia” ou deoutra força económica mundial.

Há que pensar nisto camaradas, e começar a organizar o partido demodo a dar voz aos cidadãos e não só aos militantes e aos assalariados, se não quiser Perder o Futuro.

POR UM PS ABERTO E RENOVADO

POR PORTUGAL SOLIDÁRIO

 

                           Renato Gomes Pereira

quarta-feira, março 13, 2024

Alternância e Inconstância

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domingo, dezembro 17, 2023

Santa Luzia

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terça-feira, outubro 10, 2023

O PREC e as ex-colónias portuguesas

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sábado, setembro 02, 2023

A Moção de Censura ao Presidente …

Etiquetas Technorati: ,

Autocarro escolar Coelhinho Punk

parlamentoa

Senhor Presidente

        Nós não temos  a figura do IMPEACHMENT…mas o seu comportamento por omissão é censurável…

Por muito menos mandou embora o  Chefe do Governo anterior…

       Os Agiotas rondam o caixote do lixo dos juros da TROIKA…

parlamento1a

     Temos que levantar o Contentor…Afinal somos Credores deles e não Devedores…

Afinal são eles que estão esfomeados…e querem os nossos restos…

parlamento2

          ENA PÁ..TANTOS BANQUEIROS !!!

 

terça-feira, julho 25, 2023


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quarta-feira, julho 05, 2017

ARGIVAI-ONLINE: Precisamos de Militares ?

ARGIVAI-ONLINE: Precisamos de Militares ?: OS MILITARES São necessários ?  Há muitos anos foi meu tema de concversa no FORUM HSO de Helena Sanches Osório...     Por sistem...

sexta-feira, junho 17, 2016

ARGIVAI-ONLINE: BATATA NOVA – 20KG a 15 € (quinze euros)

ARGIVAI-ONLINE: BATATA NOVA – 20KG a 15 € (quinze euros):                    Andamos a pesquisar varios vendedores…       os preços oscilaram entre os 10,00€ e os 15,00€        por um saco de b...

segunda-feira, dezembro 21, 2015

ARGIVAI-ONLINE: FIESTA–REDs and BLUEs

ARGIVAI-ONLINE: FIESTA–REDs and BLUEs

sexta-feira, dezembro 18, 2015

ARGIVAI-ONLINE: O PASSADO

ARGIVAI-ONLINE: O PASSADO: O PASSADO (adaptação lúdica de foto de autor publicado) Temos muito respeito ...

terça-feira, dezembro 01, 2015

AS MANCHAS e as Nódoas …Sinais do Tempo que passa

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sábado, novembro 21, 2015

MURCÕES, LORPAS E TRENGOS

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Os Murcões …são gaijos muita espertos

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Os Lorpas…nem por Isso

 

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Os Trengos… pagam as favas

murk002  E TU Não passas de um

BROKO…

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domingo, novembro 08, 2015

A CRISE

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A CRISE é uma coisa fabricada !

A crise é uma invenção dos ricos.

A crise visa retirar poder de compra aos pobres.

A crise serve para os patrões pagarem menos aos trabalhadores.

A crise é o pântano onde os ricos escondem os seus tesouros.

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Sem crise os ricos definham.

Sem crise os pobres desaparecem

Sem crise não há fome…

Sem crise não há guerra…

Sem crise há desenvolvimento.

Sem crise há crescimento.

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A Crise é filha do Capital e da Finança.

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segunda-feira, outubro 19, 2015

O CANDIDATO V4– 1-VALOR, 2-VIGOR ,3-VERDADE, 4- VALIDADE

 

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O CANDIDATO a ser indigitado PRIMEIRO MINISTRO DE PORTUGAL, necessita de preencher os quatro requisitos

Ter Valor, Ser Válido, Ser Verdadeiro, e possuir Vigor… Claro está que Passos Coelho não tem neste momento essas características

e talvez nunca as tenha tido… De igual Modo se pode falar de Paulo Portas… O Cidadão que Cavaco Silva deverá indigitar

Tanto pode vir das fileiras do PSD, como das fileiras de qualquer outro partido…

Não pode é ser nenhum daqueles que estiveram no Governo anterior…

Porque o eleitorado rejeitou com maioria absoluta  a solução PAF que representa a continuidade do governo anterior…

Todas as soluções são possíveis menos “OS MESMOS”…

sexta-feira, setembro 25, 2015

O PEC IV …

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quinta-feira, setembro 24, 2015

VOTA PS–PARTIDO SOCIALISTA

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domingo, setembro 20, 2015

vota PS–rumo á maioria absoluta

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segunda-feira, julho 27, 2015

Não queremos um governo laranja

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tribunjus

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dragon1a

segunda-feira, julho 20, 2015

MARIA DE BELÉM - A PRESIDENTE

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